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domingo, março 13, 2005

Três Estações - Porque Também Somos do Mar

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Ontem fui ao show do Amaranto, trio musical composto por Flávia, Lúcia e Marina Ferraz, com vozes doces e melodiosas que cantam como anjos a nos embalar ou elfos a nos enebriar. Nome do show: Três Estações - Porque Também Somos do Mar, com participação também de Fernando Brant e Geraldo Vianna.

Foi um show maravilhoso, com musicas de Dorival Caymi, intercaladas com leituras do Brant e músicas instrumentais maravilhosas com destaque para o violão do Geraldo Vianna. Tudo bem recheado com essas três vozes maravilhosas e suas perfomances, tornando o espetáculo ainda mais leve, mas amigo, mais íntimo.

O show foi um êxtase e tinha também por finalidade a gravação de um novo CD, o qual já espero ansiosamente.

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Sou apaixonado pelo Amaranto, quem me conhece bem sabe disso, evito perder qualquer show delas e se pudesse colocaria aqui algumas de suas músicas, mas como não sei como fazê-lo recomendo o grupo, pois elas são ótimas.

sábado, março 12, 2005

Para Tudo Tem Um Começo

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Bem, meu primeiro post aqui no blog teve o título de "Iniciando... mais uma vez", referia-me, obviamente, ao início desse blog. A propósito já comecei outros, mas não consegui dar continuidade e nem divulguei, então não vingou. Nesse agora divulguei um pouquinho, e os comentários servem de estímulo, por isso: COMENTEM... somos sempre um pouco exibicionistas, e a única forma de saber que estão lendo é se comentarem.

Mas o que queria dizer mesmo é sobre o meu começo como "escritor", supondo que o sou, é claro.

Acho que a primeira coisa que me lembro de escrever foi uma redação, na 1ª série, cujo o tema era Jacaré... bem, eu acho. E em determinado ponto da redação surgira a palavra 'jeito', mas que eu não sabia como escrever, palavra que, confesso, até hoje me surgem dúvidas ocasionalmente. Nesse dia tive que sair da minha casa e pedir auxílio no consultório daquele que é o meu grande guru, meu Paizão.

Bem esse episódio foi a primeira composição que lembro que fiz, redação normal de grupo, mas está perdida no tempo então não há como dizer no que consistiu, sem dizer que foi por obrigação, o que geralmente torna muito menos prazeroso. Mas existe um outro dia na minha vida que ficou ainda mais marcado na minha "vida de escritor", foi o dia que realmente decidi que queria escrever poesia, que queria escrever alguma coisa, se é que se pode decidir isso, mas eu decidi. Peguei o velho bloquinho de receituário que sempre tinha lá em casa, pois meu pai, exagerado, mandava fazer muito mais que o necessário. Assim eles bailavam por todos os lugares e os usávamos para tudo, seja para prescrever receitas, fazer cálculos financeiros, desenhar ou escrever.

Cresci vendo meu pai escrevendo nesses blocos e até hoje às vezes encontro algumas de suas folhas, brilhantes, acetinadas, do tipo que borram com canetas BIC, perdidas em algum livro mais antigo.

Pois foi em uma folhinha dessas que escrevi meu primeiro poema, infantil, mínimo, uma estrofezinha, mas mesmo hoje penso que foi um dos meus melhores, o primeiro, meu primogênito, como um filho que nasce sem que se perceba.

E foi assim que nasceu "Chuva Colorida", escrito em caneta BIC verde (que só vi mesmo com meu pai) e desenhos borrados em azul e vermelho.

De lá para cá, já tive épocas de escrever e épocas de silenciar, como já comentei aqui, mas ele foi o marco inicial... e que não haja o final.

Então, hoje, vou postar aqui esse poeminha e toda vez que achar que estou meio parado com o blog e sem inspiração vou repostar poemas/textos antigos, espero que me aguentem, mas desejo muito a crítica dos que me lêem, tanto para elogiar quanto para falar que não gostaram. Quem entender melhor dessa arte de escrevinhar pode me falar ou dar dicas, se houver algum erro falem para que me corrija, pois como disse o sábio filósofo brasileiro: "Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante."1

Chuva Colorida

Chuva colorida
Para meu mundo sem cor.
Chuva colorida
Para satisfazer o meu amor.

Alexandre Lima de Barros
Lajinha - MG - 1990

1. Raul Seixas

terça-feira, março 08, 2005

E Deus Fez a Mulher

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E Deus seja louvado por muitas obras, mas principalmente essa:
Mulher, fêmea bípede da espécie Homo sapiens sub-espécie sapiens.1

Seres complicados que não sabem o que querem e só querem o que você não sabe. São emotivas ao extremo e ainda sim não mantém um padrão de emotividade, um dia estão amáveis como cachorro pincher quando vê o dono, no outro, parecem gatas paridas, prontas para destruir o mundo (e ai de você se for calmo, isso é capaz de irritá-las ainda mais).

Mulher é boa em tudo, até no que é ruim. Se são chatas, são chatas prá caralho. Se são legais movem o mundo e só te trazem alegrias. Se são frias, nem o sol para penetrar seus corações (e haja sofrimento para os pobres homens), mas se amam, amam com o corpo, com o espírito, amam com a alma... amam como se só isso bastasse nesse mundo criado todinho, penso eu, para elas.

Como sofrem algumas mulheres e como sofre muito muitas outras, sim porque ninguém sofre como as mulheres. Sofrem porque brigou com o namorado, sofrem porque comeram uma caixa de bombom, sofrem ainda se comeram a caixa de bombom porque brigaram com o namorado. Ardem de dor porque aquela mocréia horrorosa2 está usando o mesmo vestido que o seu naquela super-festa.

Choram, choram demais nossas lindas mulheres. Choram porque é o último capítulo da novela,
às vezes nem é o último, mas elas choram assim mesmo. Choram porque o filme é triste, choram porque é alegre, às vezes até nos de ação. Choram porque quebraram a unha e choram porque ninguém reparou no corte de cabelo!

Ah os cabelos, longos, curtos, loiros, pretos, castanhos, ruivos (adoro as ruivas), gordas, magras, baixa, alta, todas com suas particularidades, todas lindas todas maravilhosas. Mulheres, benditas sejam, amadas sejam.

Um grande beijo a todas e parabéns por esse dia que alguns idiotas convencionaram para ser seus, prefiro considerar como sendo todos seus.

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1. Se bem que dizem que se possuirem pêlos louros são Homo sapiens masnemtantus. Brincadeira, sabem que não penso assim, mas não podia perder a piada.

2."Mocréia-Horrorosa": mais conhecida entre os homens como Gostosona.

terça-feira, março 01, 2005

A Crônica Que Não Escrevi

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Sempre gostei de escrever, bem, sempre desde a 4ª Série. Fiz poema, fiz texto que ganho concursozinho de escola e tudo mais. Sempre tive grandes admiradores, pois nossos pais insistem em nos convencer que somos bons.

Por causa dessas coisas, comecei a achar que poderia continuar escrevendo. Mas tudo tem seu tempo, a inspiração tem que vir, já tive épocas de escrever muito, outras de total estagnação, às vezes falta inspiração, às vezes é pura enrolação.

Entretanto existe uma crônica que não escrevi, a imagem até hoje fica comigo:
Um velhinho, com seu walkman, fone de ouvido na orelha, aparelho colado ao ouvido.

O novo e o velho, costume e modernidade... essa eu não escrevi.

* Post em homenagem ao meu amigo Ragner, pela sinceridade... estava mesmo precisando atualizar isso aqui.

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Coisas em Comum

2 comentários
[OBS: Editei o post 'Raul... esse é o cara', e acrescentei a letra de Nuit, inspiração para o mesmo.]

É sempre interessante encontrar pessoas com que temos algo em comum. A vida é sempre assim, encontramos pessoas que gostam do mesmo curso, do mesmo tipo de música, que frequentam os mesmos lugares, etc.

Já escrevi sobre o quanto gosto da internet, mas recentemente numa conversa uma pessoa falou comigo: "Temos muitas comunidades em comum". Nada demais era verdade, tínhamos muitas coisas e gostos em comum, inusitada foi a forma de expressar isso. Referia-se às comunidades do Orkut, das quais faço parte de quase 200 já... A maioria delas só serve para uma coisa: Nos identificar.

Isso mesmo, pois afinal de contas, que tipo de discussão pode haver numa comunidade: "Nós Amamos Trident de Canela"... nenhuma, mas isso mostra para alguém que quiser ver, principalmente os criadores do orkut, que gosto de trident de canela. Obviamente faço ressalvas a algumas que têm temas de discussão interessantes e levam isso um pouco mais a fundo, embora nenhuma delas consiga fugir aos joguinhos do "Beijo, não beijo". Frutos da necessidade de auto-afirmação. Como sou da filosofia só pergunte se realmente estiver preparado para a resposta,2 nunca entrei nesses jogos.

Mas o tema básico é a forma como a tecnologia está entremeada na nossa existência, como o senhor que usava seu walkman, com fone, ao lado da orelha, como o velho radinho de pilha - mas isso é uma crônica que há anos espera para ser feita. Eu mesmo já usei termos como, 'Fulano não é pequeno, ele é zipado', mas 'Temos comunidades em comum' deixou-me um pouco mais alerta, mostrou-me uma entidade intermediária nas relações, o computador. Se tivéssemos gostos em comum era só entre nós mesmo, teti a teti (juro que não sei como se escrevi isso... hora do Houaiss 1), mas comunidades não... preciso ir no Orkut, depois chegar nela.

Computador é bom, ajuda, mas atrapalha muito.


1. tête-à-tête: conversa privada de dois indivíduos. (Houaiss Dicionário Eletrônico)

2. Sou eu mesmo quem falo isso, e pronto.