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domingo, março 13, 2005

Formigueiro (Fotografias)

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Bem, quem dá uma examinada mais minuciosa no blog pode estranhar o texto de introdução do mesmo:

Tudo o que se passa na minha mente,
desde fotografias de formigueiros
a conhecimentos científicos e filosóficos...
Bem, na verdade talvez nem seja tão estranho, é só isso mesmo, foto de formigueiro sim, porque adoro fotografia, embora não seja nenhum J. Duran, mas gosto de fotografar de tudo, desde formigas brigando no chão para pegar um bezouro morto a festas de aniversário do amigo do meu primo. Nesse ínterim passamos por flores, paisagens, praias, pessoas conhecidas ou desconhecidas, bundas (como pode ser visto em um post do meu flog) e tudo mais que puder ser focalizado por uma lente, embora às vezes não fique tão no foco assim.

Aí está então a foto que inspirou parte da introdução do blog:

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E fotografar é isso, mirar a lente em uma direção que muitos não observavam e captar naquele momento algo próprio, é como emitir uma opinião sobre um assunto. Ela revela um breve momento, na eternidade (ou brevidade) de um fato.

Como esse pequeno formigueiro aí que parece um grande cálice, ou uma enorme estrutura. Havia vários ângulos possíveis, escolhi uma, essa foi minha opinião, meu ângulo.

Às vezes acontece isso em nossas vidas, os fatos estão ali para ser vistos ou não por quem quer que seja. Cabe a nós escolher se vamos ou não observá-lo. Às vezes somos nós mesmos os fatos, esperando que alguma lente nos mire e descubra o nosso melhor ângulo e resolva assim nos fotografar, nos revelar e guardar em seu álbum de recordações. Mas o que mais queremos mesmo, é que após nos revelar sejamos colocados em um belo porta-retratos na mesa de centro da sala, uma parte importante na vida daquela pessoa, ou que nos carregue em sua carteira... seu Coração.

Três Estações - Porque Também Somos do Mar

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Ontem fui ao show do Amaranto, trio musical composto por Flávia, Lúcia e Marina Ferraz, com vozes doces e melodiosas que cantam como anjos a nos embalar ou elfos a nos enebriar. Nome do show: Três Estações - Porque Também Somos do Mar, com participação também de Fernando Brant e Geraldo Vianna.

Foi um show maravilhoso, com musicas de Dorival Caymi, intercaladas com leituras do Brant e músicas instrumentais maravilhosas com destaque para o violão do Geraldo Vianna. Tudo bem recheado com essas três vozes maravilhosas e suas perfomances, tornando o espetáculo ainda mais leve, mas amigo, mais íntimo.

O show foi um êxtase e tinha também por finalidade a gravação de um novo CD, o qual já espero ansiosamente.

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Sou apaixonado pelo Amaranto, quem me conhece bem sabe disso, evito perder qualquer show delas e se pudesse colocaria aqui algumas de suas músicas, mas como não sei como fazê-lo recomendo o grupo, pois elas são ótimas.

sábado, março 12, 2005

Para Tudo Tem Um Começo

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Bem, meu primeiro post aqui no blog teve o título de "Iniciando... mais uma vez", referia-me, obviamente, ao início desse blog. A propósito já comecei outros, mas não consegui dar continuidade e nem divulguei, então não vingou. Nesse agora divulguei um pouquinho, e os comentários servem de estímulo, por isso: COMENTEM... somos sempre um pouco exibicionistas, e a única forma de saber que estão lendo é se comentarem.

Mas o que queria dizer mesmo é sobre o meu começo como "escritor", supondo que o sou, é claro.

Acho que a primeira coisa que me lembro de escrever foi uma redação, na 1ª série, cujo o tema era Jacaré... bem, eu acho. E em determinado ponto da redação surgira a palavra 'jeito', mas que eu não sabia como escrever, palavra que, confesso, até hoje me surgem dúvidas ocasionalmente. Nesse dia tive que sair da minha casa e pedir auxílio no consultório daquele que é o meu grande guru, meu Paizão.

Bem esse episódio foi a primeira composição que lembro que fiz, redação normal de grupo, mas está perdida no tempo então não há como dizer no que consistiu, sem dizer que foi por obrigação, o que geralmente torna muito menos prazeroso. Mas existe um outro dia na minha vida que ficou ainda mais marcado na minha "vida de escritor", foi o dia que realmente decidi que queria escrever poesia, que queria escrever alguma coisa, se é que se pode decidir isso, mas eu decidi. Peguei o velho bloquinho de receituário que sempre tinha lá em casa, pois meu pai, exagerado, mandava fazer muito mais que o necessário. Assim eles bailavam por todos os lugares e os usávamos para tudo, seja para prescrever receitas, fazer cálculos financeiros, desenhar ou escrever.

Cresci vendo meu pai escrevendo nesses blocos e até hoje às vezes encontro algumas de suas folhas, brilhantes, acetinadas, do tipo que borram com canetas BIC, perdidas em algum livro mais antigo.

Pois foi em uma folhinha dessas que escrevi meu primeiro poema, infantil, mínimo, uma estrofezinha, mas mesmo hoje penso que foi um dos meus melhores, o primeiro, meu primogênito, como um filho que nasce sem que se perceba.

E foi assim que nasceu "Chuva Colorida", escrito em caneta BIC verde (que só vi mesmo com meu pai) e desenhos borrados em azul e vermelho.

De lá para cá, já tive épocas de escrever e épocas de silenciar, como já comentei aqui, mas ele foi o marco inicial... e que não haja o final.

Então, hoje, vou postar aqui esse poeminha e toda vez que achar que estou meio parado com o blog e sem inspiração vou repostar poemas/textos antigos, espero que me aguentem, mas desejo muito a crítica dos que me lêem, tanto para elogiar quanto para falar que não gostaram. Quem entender melhor dessa arte de escrevinhar pode me falar ou dar dicas, se houver algum erro falem para que me corrija, pois como disse o sábio filósofo brasileiro: "Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante."1

Chuva Colorida

Chuva colorida
Para meu mundo sem cor.
Chuva colorida
Para satisfazer o meu amor.

Alexandre Lima de Barros
Lajinha - MG - 1990

1. Raul Seixas

terça-feira, março 08, 2005

E Deus Fez a Mulher

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E Deus seja louvado por muitas obras, mas principalmente essa:
Mulher, fêmea bípede da espécie Homo sapiens sub-espécie sapiens.1

Seres complicados que não sabem o que querem e só querem o que você não sabe. São emotivas ao extremo e ainda sim não mantém um padrão de emotividade, um dia estão amáveis como cachorro pincher quando vê o dono, no outro, parecem gatas paridas, prontas para destruir o mundo (e ai de você se for calmo, isso é capaz de irritá-las ainda mais).

Mulher é boa em tudo, até no que é ruim. Se são chatas, são chatas prá caralho. Se são legais movem o mundo e só te trazem alegrias. Se são frias, nem o sol para penetrar seus corações (e haja sofrimento para os pobres homens), mas se amam, amam com o corpo, com o espírito, amam com a alma... amam como se só isso bastasse nesse mundo criado todinho, penso eu, para elas.

Como sofrem algumas mulheres e como sofre muito muitas outras, sim porque ninguém sofre como as mulheres. Sofrem porque brigou com o namorado, sofrem porque comeram uma caixa de bombom, sofrem ainda se comeram a caixa de bombom porque brigaram com o namorado. Ardem de dor porque aquela mocréia horrorosa2 está usando o mesmo vestido que o seu naquela super-festa.

Choram, choram demais nossas lindas mulheres. Choram porque é o último capítulo da novela,
às vezes nem é o último, mas elas choram assim mesmo. Choram porque o filme é triste, choram porque é alegre, às vezes até nos de ação. Choram porque quebraram a unha e choram porque ninguém reparou no corte de cabelo!

Ah os cabelos, longos, curtos, loiros, pretos, castanhos, ruivos (adoro as ruivas), gordas, magras, baixa, alta, todas com suas particularidades, todas lindas todas maravilhosas. Mulheres, benditas sejam, amadas sejam.

Um grande beijo a todas e parabéns por esse dia que alguns idiotas convencionaram para ser seus, prefiro considerar como sendo todos seus.

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1. Se bem que dizem que se possuirem pêlos louros são Homo sapiens masnemtantus. Brincadeira, sabem que não penso assim, mas não podia perder a piada.

2."Mocréia-Horrorosa": mais conhecida entre os homens como Gostosona.

terça-feira, março 01, 2005

A Crônica Que Não Escrevi

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Sempre gostei de escrever, bem, sempre desde a 4ª Série. Fiz poema, fiz texto que ganho concursozinho de escola e tudo mais. Sempre tive grandes admiradores, pois nossos pais insistem em nos convencer que somos bons.

Por causa dessas coisas, comecei a achar que poderia continuar escrevendo. Mas tudo tem seu tempo, a inspiração tem que vir, já tive épocas de escrever muito, outras de total estagnação, às vezes falta inspiração, às vezes é pura enrolação.

Entretanto existe uma crônica que não escrevi, a imagem até hoje fica comigo:
Um velhinho, com seu walkman, fone de ouvido na orelha, aparelho colado ao ouvido.

O novo e o velho, costume e modernidade... essa eu não escrevi.

* Post em homenagem ao meu amigo Ragner, pela sinceridade... estava mesmo precisando atualizar isso aqui.