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sábado, julho 08, 2006

Confiar é foda

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Confiar é foda. E tenho dito.

Em Dezembro comprei um carro, foi um carro usado, mas tenho um amigo que tem uma loja mecânica e me falou que o carro estava ótimo, não tinha nenhum problema, ele estava intermediando a questão. Como era meu amigo confiei, achei que não tinha nenhum interesse nisso. De lá para cá, tenho tido problemas frequentes. Na viagem de ontem de BH para Teixeira de Freitas - BA, foi a vez do radiador dar problema, acho que ar no sistema, assim ele não estava acionando, mas porra, ele saiu da revisão ontem!!! Isso não era para acontecer!
Na média estou muito contente com o carro, mas esses probleminhas sempre me fazem pensar que peguei um mico, paguei mais caro do que deveria e ainda tenho problemas, isso é foda.

Entretanto, meus amigos, por mais que digam "Esse cara é um otário", é assim que eu sou. Eu tenho uma doença Humanus confians. Essa é uma doença por mutação cromossômica, que nem sempre é transmitida aos descendentes, mas às vezes tem caráter familiar. No meu caso eu fui o mais acometido pela doença na família.

Os sintomas são simples: você confia em tudo e todos. Simples né? O problema é quando a confiança não é merecida, nessa hora descobrirá qual das duas vertentes da doença você tem se a Humanus confians despreocupatus ou a famigerada Humanus confians estressatus. Também é simples explicar na Hc estressatus a quebra na confiança te deixa profundamente irritado e decepcionado com todos os que nos cercam, gerando um sofrimento intenso devido a grande sensação de engano que se sofre; enquanto na Hc despreocupatus continuamos a nossa vida, sabendo que essas coisas ocorrem, que nem sempre as pessoas terão a dignidade e a honestidade da confiança que depositamos nelas, mas isso nunca será um motivo para se lamentar. Na verdade é comprimido amargo, mas paliativo à nossa doença, fazendo com que reflitamos um pouco mais.

Bem meus amigos, confiar é isso depositar no outro uma carga tão pesada que só a força de caráter pode suportar.
Mas nem sempre o outro suporta.

Consideração final: acho que imaginam de qual das doenças eu sofro não é mesmo?

Abraços.

domingo, junho 18, 2006

Vem Dançar (Take The Lead)

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Sexta feira fui assistir ao filme Vem Dançar (Take the Lead), direção de Liz Friedlander, com Antonio Banderas. O filme em si não tem nada de muito novo, afinal é um filme sobre dança e na verdade é muito difícil fazer um filme realmente novo.

Entretanto e mais interessante é que esse filme além de ter uma boa fotografia e movimentação, trata-se de um filme baseado em história real, Pierre Dulaine, professor de Dança de Salão que se dedica a alunos em uma escola digamos com uma "população de risco": jovens delinquentes, rebeldes ou outros nem tanto, mas que acabam sendo marginalizados.

Ultimamente ando muito interessado no tema pois, após séculos de intenção, resolvi, finalmente, entrar numa aula de Dança, a companhia da Flávia acaba sendo um incentivo à mais. É muito gostosa a sensação de poder dançar, nem que seja um pouquinho, estou adorando isso. Espero que eu continue me dedicando assim por mais tempo.

Bem, sobre o filme, recomendo: ele acaba juntando um pouco de dança de sala com street dance, que dá um efeito legal, bonito, empolgante, com algumas coreografias bastante sensuais, como a dança muitas vezes é.

Quanto à Dança de Salão, recomendo ainda mais. Sou suspeito para falar, pois sempre sonhei com isso, vendo meu pai que sempre gostou de dançar e minhas irmãs que também dançam um pouco. Agora é a minha vez.

Aceitem minha sugestão, vale a pena.

Abraços.

Compre o DVD

quinta-feira, junho 15, 2006

E Se...

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Bem amigos da Rede Globo... ops, é o blog, mas com esse clima de copa, mesmo eu, que não gosto de futebol, fico empolgado.

Aqui vai mais um texto que escrevi há alguns dias e vou postar aqui, onde der vou reelaborar um pouco mais.

...

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BH, 19/05/06 - 0:15

Hoje estou meio disposto a escrever, tanto tempo fazia. Em parte devo isso ao Ragner, meu grande amigo Ragner que tanto me enche osaco para atualizar o blog. Engraçado ver essa admiração que alguns amigos nutrem por nós e também exercem sobre nós, ele é um desses amigos.

Sinto saudades de escrever, mas às vezes deixamos tudo meio parado. "Suspenso no ar". Sinto saudades de poemas que não escrevi, alguns seriam lindos, outros nem tanto, mas seriam escritos. Penso que muitos sentem isso. A idéia vem à mente, mas por motivos vários não são executadas, as vejo como filhos abortados, tenho saudades delas, por que elas não voltam.

Por falar em saudades, sinto falta de alguns amigos, de infância, que nunca mais vi e nem sei se me reconheceriam hoje. Mas bola prá frente (nesse clima de copa então!).

Sinto muita, muita falta do que não vivi. Como pode isso? Não faz sentido, chega a ser crueldade esse sentimento. Como combater o desconhecido? E se... nada disso tivesse feito diferença alguma?

Tenho uma vida maravilhosa, não que eu já esteja "sentado no trono de um apartamento", mas estou bem, trabalho, estou amando muito e me parece bastante que sou correspondido, tenho alguns bons amigos, uma família amorosa. Entretanto, e mesmo assim, hoje estou sentindo uma melancolia pelo não vivido. Eu não fiz passeata pelo impeachment, eu não fui preso pelos militares (nem era nascido, mas isso pouco importa), eu não usei calça boca de sino (o que seria bem ridículo hoje) e costeleta (nem tenho barba para isso), eu mal me lembro dos Menudos, não fui à Festa da Cerveja com meus colegas na faculdade e todos falaram que foi maravilhoso, caralho eu não participei do Show Medicina1 nem fui à Intermed!!!

É cruel e incrível esse sentimento, sofrer pelo que não se fez. É como em um conto de fadas, mas contos que aconteceram, entretanto nós não vivemos.

Deve ser por isso que vivo buscando coisas novas, apartamento novo, vida nova, trabalho novo, religião nova - nesse quesito posso escrever um livro, ou um filme (já pensou se fico rico?!!!).

Essa vida é uma graça mesmo, mas eu não estou nem aí. Minha dor e minha alegria são o que me constroem e não há quem me convença o contrário (tá pode ser que sim), mesmo que sejam coisas simples como ganhar uma partida de Imagem e Ação ou dado uma topada no dedo!

1. Show Medicina: grupo de teatro formado, exclusivamente, por alunos da Faculdade de Medicina da UFMG, que já tem, hoje, mais de 50 anos de atuação.

sábado, junho 10, 2006

Perfil

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Se achou estranho o título do post não se assuste, rss... É isso mesmo, meu texto no perfil do orkut, já está lá há muito tempo e achei que cabia, aqui, registrá-lo, pois já está passando da hora de mudar um pouco como vão ver no post.

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Falar de mim é complicado, principalmente para mim que gosto muito de sentir as coisas e não ficar racionalizando tudo.

Falaria que sou intenso gosto de amizades com intensidade, amores com intensidade, conhecimentos com intensidade, vivências com intensidade e mudanças com mais intensidade ainda.

Metamorfose Ambulante poderia fazer parte da trilha sonora da minha vida. Já fui católico, espírita, ocultista, magista, cético, hoje sou um pouco de tudo e nada disso... por enquanto.

Mas toda mudança parte de uma base e em todas minha família sempre foi o que me deu estrutura. Amo meus pais, amo minhas irmãs, e principalmente já falei isso para eles, não uma, mas muitas vezes. Amo meu paizão, minha Mami, minhas irmãs, Bi e Jana. Minhas irmãs, grandes amigas.

Meus amigos, paredes que me sustentam, talvez paredes não porque condicionam, são fixas. Prefiro pensar nos meus amigos como continentes, em contato com o oceano da minha vida, com eternas trocas de um para o outro. Grandes irmãos e companheiros... se for um deles sabe que pode contar comigo para horas de conversa ou de pura zueira... Gosto de escutar, Deus, como gosto de escutar, saber o que eles sentem e o que gostam.

Para terminar, posso dizer que sou flexível, como os contos chineses, sou como o bambu, pode me envergar facilmente, me quebrar... bem se esforce um pouco mais. Não me contenho por regras por isso não sou dependente de moda ou do senso comum, não estou limitado ao que os outros pensam de mim, tudo é só mais uma fração da realidade. Mas só porque digo que não me limito ao pensamente dos outros eu não possa usar roupas ou frequentar lugares da moda. Sou flexivel a ponto de me permitir escolher o que a maioria escolhe... Só não se acostumem, pois isso também passará. Eu sou impermanente, a vida é impermanente, tudo o que acredito e penso mudará e nada do que disse será mais verdade.

"Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou..."1 ou não.


1. Raul Seixas - Metamorfose Ambulante

quarta-feira, junho 07, 2006

Flor de Papel

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Uma flor de papel não vale nada, mas muda tudo!

Agora pronto, o que quero dizer com isso?
Vou resumir, para acabar o suspense, depois me explico: Um pequeno gesto vale muito!

Entendeu? Vamos então explicar.
Nos nossos relacionamentos diários são os pequenos gestos que fazem as grandes diferenças. Um pequeno agrado, um carinho "inesperado", uma mensagenzinha no celular, totalmente sem conteúdo, só para dizer "olá, como vai?"

Por muito tempo pensei que isso tudo era uma grande tolice, gastar dinheiro à-toa. Mas o que dizer da surpresa de um toque no celular, a doçura de um bombom despretencioso?

Hoje penso diferente. Não acho que chegue a ser chiclete, talvez ainda esteja mais para o desligadão, mas já consigo valorizar esses pequenos gestos, como comrar uma Pipoca Aritana para a irmã que está triste.

Então pense nisso, um pequeno gesto muda tudo.

E a flor de papel, onde entra na história? Bem... no começo dela. Uma ocasião, carnaval, há uns 03 anos, estava o Rafa (meu primo), minha irmã, umas amigas dela e eu, festa de axé, maior muvuca. Nisso passa uma ambulante: "Compra uma rosa para as moças! 1 real!" - Vê se pode: Dar um real numa rosa de papel? meu primo Deu, não 01 real, mas 05 reais, uma para cada menina. Agrado bobo. Mas os agradecimetnos de cada uma e as várias vezes que elas lembraram o feito, não passaram tão levianos por meus ouvidos, pequena tortura que foi.

Um pequeno gesto muda tudo.
Não há preço para o sorriso da surpresa.

- Alexandre Lima de Barros
- Belo Horizonte, 18/05/2006, 23:54.