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segunda-feira, agosto 14, 2006

Era Dia dos Pais

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Bem, 12 de Agosto, véspera do dia dos pais, fomos, Eu, Flávia e Família para um baile de igreja: Baile do Papai. Queríamos começar a por em prática um pouca das aulas de dança de salão que estamos fazendo.

Como poucas vezes acontece, eu cheguei até cedo, a banda começa a tocar, espero uma ou duas músicas até tomar coragem de dançar na frente daquele povarel todo - afinal na aula de dança é fácil, eu estou só aprendendo. Levantamos e nos pomos a dançar, tranquilo, passou a vergonha, é mais tranquilo que pensava, dançamos um pouco.

Passado algum tempo uma muvuca se amontoa a um canto do salão, preessentindo o acontecido corri ao local, como muitos outros já faziam. Um senhor caído no chão, sangrando devido ao impacto, parada cardíaca, sem pulso, um leve reflexo respiratório. Detesto emergências, fugi disso toda a minha vida acadêmica e profissional, mas quando se é o único com alguma capacitação deve-se assumir um certo comando.
Com a cooperação de outras duas pessoas iniciamos uma massagem cardíaca, enquanto todos no salão, desesperados começavam a dar opiniões, telefonar para a emergência. Foram longuíssimos 20 minutos de massagem cardíaca, até a chegada do SAMU. Víamos a esposa chorosa, depois chegam filho e filha. Depois chega o SAMU, fizemos a nossa parte, agora é com eles.

Só um não cooperou com nossos anseios, aquele senhor deitado no chão, talvez fosse mesmo sua hora, penso que chegada a hora, não adianta, ele dá adeus e se vai.

A festa acabou, para nós, mas na memória daquela família, nunca acabará, a cada ano lembrarão: "Era véspera do dia dos pais, e o nosso foi ter com o pai maior."

Um dia será o nosso dia, que venha sereno, tranquilo.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Tudo que é bom acontece na madrugada!

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Olá queridos poucos leitores, em primeiro lugar um comentário: já faz tempo que não apareço aqui, mas deixa isso prá lá, sou assim mesmo.

Agora vamos ao texto.
Estou indignado, são 02:10 da manhã e vou perder mais alguns minutos do lindo, precioso e amado sono para protestar.

Tudo o que é bom acontece na madrugada. Já reparou nisso? Se não me entendem refiro-me principalmente aos programas de TV. Já cansei de perder noites de sono assistindo a programas da madrugada, ou dormi com raiva por não vê-los. Os show bacanas que não estão na mídia passam de madrugada. Aquela apresentação de violão de um grupo bacana de não sei onde, passa de madrugada. A ciência diz que quem dorme mais vive mais e melhor, o problema é que a ciência só me diz isso de madrugada.

Esse bendito mundo tem exigido e sugado tanto de nós durante o dia que só o que nos resta é a madrugada. Agora entendo a pergunta que me faziam no exército, ante à minha perplexidade pela sobrecarga de tarefas a cumprir: "O que você faz de Meia-noite às Seis?". Agora eu responderia: - Eu Vivo... é; porque durante o dia eu produzo... viver para mim só depois disso. A aula de violão até sai um pouco mais cedo, mas, para desespero das minhas irmãs e da vizinhança, só posso praticar bem mais tarde. Depois disso vem um tempinho para leitura, o que acaba sempre virando um tempão.

Estava ali assistindo um programa na MultiShow que dá uma misturada em física e truques de magia, ô trem gostoso sô. Adoro física e magia é muito massa. Entretanto coisas desse tipo não passam na Globo, só depois de uns 3 anos e se fizer sucesso lá fora. (Como foi o MithBusthers... se for assim que se escreve).

Continuando minhas reclamações... A sociedade trabalha para recharçar (ou seria com X, quem souber deixe um comentário para mim, estou sem o dicionário aqui agora) as coisas boas para a madrugada. Bem até aquele rala-e-rola, muitas vezes só rola de madrugada.

Acreditem, um dia desses até o desenho animado que eu queria ver só rolou de madrugada! Assim não pode, assim não dá.

Claro que sempre existe a possibilidade de eu estar envelhecendo a mente mais rápido do que esperava, e aquilo, que eu não dava a mínima antes, só consigo ver de madrugada. Aff... tô ranzinza, vou dormir.

sábado, julho 08, 2006

Confiar é foda

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Confiar é foda. E tenho dito.

Em Dezembro comprei um carro, foi um carro usado, mas tenho um amigo que tem uma loja mecânica e me falou que o carro estava ótimo, não tinha nenhum problema, ele estava intermediando a questão. Como era meu amigo confiei, achei que não tinha nenhum interesse nisso. De lá para cá, tenho tido problemas frequentes. Na viagem de ontem de BH para Teixeira de Freitas - BA, foi a vez do radiador dar problema, acho que ar no sistema, assim ele não estava acionando, mas porra, ele saiu da revisão ontem!!! Isso não era para acontecer!
Na média estou muito contente com o carro, mas esses probleminhas sempre me fazem pensar que peguei um mico, paguei mais caro do que deveria e ainda tenho problemas, isso é foda.

Entretanto, meus amigos, por mais que digam "Esse cara é um otário", é assim que eu sou. Eu tenho uma doença Humanus confians. Essa é uma doença por mutação cromossômica, que nem sempre é transmitida aos descendentes, mas às vezes tem caráter familiar. No meu caso eu fui o mais acometido pela doença na família.

Os sintomas são simples: você confia em tudo e todos. Simples né? O problema é quando a confiança não é merecida, nessa hora descobrirá qual das duas vertentes da doença você tem se a Humanus confians despreocupatus ou a famigerada Humanus confians estressatus. Também é simples explicar na Hc estressatus a quebra na confiança te deixa profundamente irritado e decepcionado com todos os que nos cercam, gerando um sofrimento intenso devido a grande sensação de engano que se sofre; enquanto na Hc despreocupatus continuamos a nossa vida, sabendo que essas coisas ocorrem, que nem sempre as pessoas terão a dignidade e a honestidade da confiança que depositamos nelas, mas isso nunca será um motivo para se lamentar. Na verdade é comprimido amargo, mas paliativo à nossa doença, fazendo com que reflitamos um pouco mais.

Bem meus amigos, confiar é isso depositar no outro uma carga tão pesada que só a força de caráter pode suportar.
Mas nem sempre o outro suporta.

Consideração final: acho que imaginam de qual das doenças eu sofro não é mesmo?

Abraços.

domingo, junho 18, 2006

Vem Dançar (Take The Lead)

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Sexta feira fui assistir ao filme Vem Dançar (Take the Lead), direção de Liz Friedlander, com Antonio Banderas. O filme em si não tem nada de muito novo, afinal é um filme sobre dança e na verdade é muito difícil fazer um filme realmente novo.

Entretanto e mais interessante é que esse filme além de ter uma boa fotografia e movimentação, trata-se de um filme baseado em história real, Pierre Dulaine, professor de Dança de Salão que se dedica a alunos em uma escola digamos com uma "população de risco": jovens delinquentes, rebeldes ou outros nem tanto, mas que acabam sendo marginalizados.

Ultimamente ando muito interessado no tema pois, após séculos de intenção, resolvi, finalmente, entrar numa aula de Dança, a companhia da Flávia acaba sendo um incentivo à mais. É muito gostosa a sensação de poder dançar, nem que seja um pouquinho, estou adorando isso. Espero que eu continue me dedicando assim por mais tempo.

Bem, sobre o filme, recomendo: ele acaba juntando um pouco de dança de sala com street dance, que dá um efeito legal, bonito, empolgante, com algumas coreografias bastante sensuais, como a dança muitas vezes é.

Quanto à Dança de Salão, recomendo ainda mais. Sou suspeito para falar, pois sempre sonhei com isso, vendo meu pai que sempre gostou de dançar e minhas irmãs que também dançam um pouco. Agora é a minha vez.

Aceitem minha sugestão, vale a pena.

Abraços.

Compre o DVD

quinta-feira, junho 15, 2006

E Se...

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Bem amigos da Rede Globo... ops, é o blog, mas com esse clima de copa, mesmo eu, que não gosto de futebol, fico empolgado.

Aqui vai mais um texto que escrevi há alguns dias e vou postar aqui, onde der vou reelaborar um pouco mais.

...

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BH, 19/05/06 - 0:15

Hoje estou meio disposto a escrever, tanto tempo fazia. Em parte devo isso ao Ragner, meu grande amigo Ragner que tanto me enche osaco para atualizar o blog. Engraçado ver essa admiração que alguns amigos nutrem por nós e também exercem sobre nós, ele é um desses amigos.

Sinto saudades de escrever, mas às vezes deixamos tudo meio parado. "Suspenso no ar". Sinto saudades de poemas que não escrevi, alguns seriam lindos, outros nem tanto, mas seriam escritos. Penso que muitos sentem isso. A idéia vem à mente, mas por motivos vários não são executadas, as vejo como filhos abortados, tenho saudades delas, por que elas não voltam.

Por falar em saudades, sinto falta de alguns amigos, de infância, que nunca mais vi e nem sei se me reconheceriam hoje. Mas bola prá frente (nesse clima de copa então!).

Sinto muita, muita falta do que não vivi. Como pode isso? Não faz sentido, chega a ser crueldade esse sentimento. Como combater o desconhecido? E se... nada disso tivesse feito diferença alguma?

Tenho uma vida maravilhosa, não que eu já esteja "sentado no trono de um apartamento", mas estou bem, trabalho, estou amando muito e me parece bastante que sou correspondido, tenho alguns bons amigos, uma família amorosa. Entretanto, e mesmo assim, hoje estou sentindo uma melancolia pelo não vivido. Eu não fiz passeata pelo impeachment, eu não fui preso pelos militares (nem era nascido, mas isso pouco importa), eu não usei calça boca de sino (o que seria bem ridículo hoje) e costeleta (nem tenho barba para isso), eu mal me lembro dos Menudos, não fui à Festa da Cerveja com meus colegas na faculdade e todos falaram que foi maravilhoso, caralho eu não participei do Show Medicina1 nem fui à Intermed!!!

É cruel e incrível esse sentimento, sofrer pelo que não se fez. É como em um conto de fadas, mas contos que aconteceram, entretanto nós não vivemos.

Deve ser por isso que vivo buscando coisas novas, apartamento novo, vida nova, trabalho novo, religião nova - nesse quesito posso escrever um livro, ou um filme (já pensou se fico rico?!!!).

Essa vida é uma graça mesmo, mas eu não estou nem aí. Minha dor e minha alegria são o que me constroem e não há quem me convença o contrário (tá pode ser que sim), mesmo que sejam coisas simples como ganhar uma partida de Imagem e Ação ou dado uma topada no dedo!

1. Show Medicina: grupo de teatro formado, exclusivamente, por alunos da Faculdade de Medicina da UFMG, que já tem, hoje, mais de 50 anos de atuação.