(Atualizado em 26/03/2010)
É isso, após milênios afastado do meu lindo e amado blog, retorno. Assim como o bom filho.
Retorno com uma indagação: para quê? (Esse acento caiu com a nova regra gramatical? Tenho que ver!)
Já estou aqui postando no blog a algum tempo, textos que gosto de reler e vejo que, ocasionalmente algumas pessoas lêem também, ainda mais loucas que eu, pois recebo até comentários. Entretanto, e daí? A que fim leva isso, não sou nenhum escritor, não sou nenhuma personalidade famosa, nem lá em casa eu tenho crédito. Será que esperança/pretensão de algum editor ler isso? O Jô Soares falar: esse cara engraçado!? A Marília Gabriela: que homem sagaz? (Isso seria um sonho)
É tudo parte de um ego pateta mesmo. Para melhorar as chances estatísticas proliferamos nossas personalidades pelo meio internáutico: twitter, facebook, multiply, orkut e tantos outros por aí. Reflexos turvos, embaçados, do Eu real que nem conhecemos*, nem minha psicóloga conhece.
De todo jeito estamos aí...
Abraços.
Alexandre Lima
@xandelimabr
Atualização: Como bem lembrou mina amiga Verônica Física, a primeira vez que escrevi essa frase foi: "Reflexos turvos, embaçados, do Eu real que nem existe".
quinta-feira, agosto 27, 2009
sexta-feira, outubro 17, 2008
Amizade
Amizade, quando de coração, não conhece o tempo, transcende o espaço, é uma ligação única entre duas pessoas.
Ao olhar nos olhos do amigo, pouco importa se o viu há um minuto ou há dois anos, a retina registra o que o peito já sabe, é ele, seu amigo.
E assim sempre será.
Alexandre Lima de Barros
Belo Horizonte 17/10/2008 - 01:53
Homenagem a alguns grandes amigos, especialmente Ragner e Dani
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Poemas
terça-feira, setembro 30, 2008
Escolhas
E agora, o quê faço?
Você já se deparou com essa pergunta?
Eu já, várias vezes.
Somos o somatório de resultados de equações simples e sucessivas, sendo que cada uma tem apenas duas opções: Lado A x Lado B. Resumindo: somos um emaranhado enorme de todas as escolhas que fizemos.
Fulano é feliz: sortudo; Ciclano é deprimido: tadinho.
Balela, lorota, história da Carochinha.
Pensamento besta, que todos nós temos. Cada um é, aquilo que escolheu ser. Simples, limpído, como água de chuva.
Pense naquela paixão não correspondida que te consome. Está te matando né? Você escolheu.
Poderá dizer que paixão/amor não escolhemos. Tá bom, eu sou um pouco místico e acredito em certas artimanhas do destino. Entretanto, no fundo, escolhemos como vamos processar esse enorme banco de dados, repleto de informações e variáveis a que estamos sujeitos.
Sou eu que vou escolher se vou ficar parado massageando os quartos traseiros depois daquele bem dado ponta-pé ou, se vou aproveitar aquele impulso e cair no colo de uma linda morena!
Sou eu que vou escolher se vou aguentar calado ou não os xingamentos daquele patrão filho-da-puta. Se vou aguentar calado, decido se vou ficar remoendo aquilo ou se vou pensar em uma forma de sair desse emprego de merda e ralar por um outro melhor.
Está tristinho porque ninguém retribui a atenção que você dá? Se vira neguinho. É tudo sua escolha. Você gosta do que faz? Gosta de "dar essa atenção"? Então pronto, vai lá, faça o que te deixa feliz e se mantenha assim.
Sejá lá qual for sua escolha, faça-a com convicção, de preferência sem expectativas. Faça-a sim, mas porque é o que VOCÊ quer fazer, afinal, no frigir dos ovos, é sempre isso o que ocorre. Mas se percebe que tudo foi escolha sua, não tem erro, vai saber como lidar com as conseqüências.
Escolhas sucessivas, é isso que somos. Somos esse amontoado de células interpretando o teatro que nossa mente resolveu viver.
Alexandre Lima de Barros
Belo Horizonte - 30/09/2008 - 00:53
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Cronicas
quinta-feira, junho 28, 2007
Exercitando o meu pensar
Bem, só avisando que mudei o nome da sessão "Exercitando o meu pensar" para "Últimos livros que li". Afinal de contas, como, sutilmente, sugeriu o leitor Tutankhamon no post "Odeio Crianças". Bem, vá lá, não foi uma sugestão, foi uma crítica ao fato de citar um Livro do Dan Brown em uma sessão "Exercitando o meu pensar".
Tudo bem, o Brown não fez sucesso com nenhum livro de filosofia, querido Tutankhamon, nem um livro científico qualquer. Exceto para aqueles que já são propícios a acreditar na mistura de fatos reais com místicos/ficcionais que o Dan Brown faz, mas não deixa de ser interessante.
Isso me faz pensar um pouco no ato de pensar per si. Será que só pensam aquelas pessoas letradas, como disse? Para mim, tudo exercita o meu pensar, até escutar uma música do Calypso. Posso chegar à conclusão de que é uma bosta, ou uma maravilha, mas exercita. É óbvio que muitas coisas trazem um melhor ganho cultural ou de sabedoria, mas tudo exercita o meu pensar.
Então, resumindo, até mesmo Dan Brown exercita o meu pensar, ou quem sabe um sorvete de maracujá na Sorveteria São Domingos.
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Belo Horizonte,
Cotidiano
domingo, junho 24, 2007
Adágios Sobre o Sofrimento...

Todo mundo nesse mundo sofre, pode ser um pequeno sofrimento, pode ser rápido, como uma topada com o dedão numa pedra da calçada, mas todo mundo passa por algum sofrimento, ou algum tipo de dor. É óbvio que existem algumas situações que a maioria de nós considerará bem pior que outras, mas para quem está passando por um determinado problema, pouco importa se tem gente morrendo de fome na somália ou se morreram milhares de pessoas no atentado ao World Trade Center.
A dor, o sofrimento, são inteiramente pessoais, intransferíveis e não podem ser medidas. A dor do término do namoro, de ser reprovado naquela matéria. O sofrimento de ver que nossos políticos não têm mesmo vergonha na cara e nós somos os otários que os colocamos lá. Não tem como medir a dor do outro.
Por isso há algum tempo escrevi os adágios que se seguem, talvez nos ajude a suportar nosso sofrimento e o dos outros também.
Adágios sobre o Sofrimento
(ou a dor) em um egoísta Surtado.
Do tipo: O pior sofrimento é o MEU.
Da intensidade: O MAIOR sofrimento é o que EU estou sentindo NESTE momento.
Da temporalidade: todo sofrimento é eterno, mesmo que dure 30 segundos.
(Alexandre Lima de Barros - Belo Horizonte - 15/04/2003)
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