Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Eu twitto, tu flickas, ele facebook, nós orkutamos, vós youtubam, eles multiplyem!

É isso, após milênios afastado do meu lindo e amado blog, retorno. Assim como o bom filho.
Retorno com uma indagação: para quê? (Esse acento caiu com a nova regra gramatical? Tenho que ver!)

Já estou aqui postando no blog a algum tempo, textos que gosto de reler e vejo que, ocasionalmente algumas pessoas lêem também, ainda mais loucas que eu, pois recebo até comentários. Entretanto, e daí? A que fim leva isso, não sou nenhum escritor, não sou nenhuma personalidade famosa, nem lá em casa eu tenho crédito. Será que esperança/pretensão de algum editor ler isso? O Jô Soares falar: esse cara engraçado!? A Marília Gabriela: que homem sagaz? (Isso seria um sonho)

É tudo parte de um ego pateta mesmo. Para melhorar as chances estatísticas proliferamos nossas personalidades pelo meio internáutico: twitter, facebook, multiply, orkut e tantos outros por aí. Reflexos turvos, embaçados, do Eu real que nem conhecemos, nem minha psicóloga conhece.

De todo jeito estamos aí...

Abraços.

Alexandre Lima
@xandelimabr

Sexta-feira, Outubro 17, 2008

Amizade

Legenda: Eu e meu padrinho


Amizade, quando de coração, não conhece o tempo, transcende o espaço, é uma ligação única entre duas pessoas.

Ao olhar nos olhos do amigo, pouco importa se o viu há um minuto ou há dois anos, a retina registra o que o peito já sabe, é ele, seu amigo.

E assim sempre será.

Alexandre Lima de Barros
Belo Horizonte 17/10/2008 - 01:53


Homenagem a alguns grandes amigos, especialmente Ragner e Dani

Terça-feira, Setembro 30, 2008

Escolhas


E agora, o quê faço?
Você já se deparou com essa pergunta?
Eu já, várias vezes.
Somos o somatório de resultados de equações simples e sucessivas, sendo que cada uma tem apenas duas opções: Lado A x Lado B. Resumindo: somos um emaranhado enorme de todas as escolhas que fizemos.

Fulano é feliz: sortudo; Ciclano é deprimido: tadinho.
Balela, lorota, história da Carochinha.
Pensamento besta, que todos nós temos. Cada um é, aquilo que escolheu ser. Simples, limpído, como água de chuva.

Pense naquela paixão não correspondida que te consome. Está te matando né? Você escolheu.
Poderá dizer que paixão/amor não escolhemos. Tá bom, eu sou um pouco místico e acredito em certas artimanhas do destino. Entretanto, no fundo, escolhemos como vamos processar esse enorme banco de dados, repleto de informações e variáveis a que estamos sujeitos.

Sou eu que vou escolher se vou ficar parado massageando os quartos traseiros depois daquele bem dado ponta-pé ou, se vou aproveitar aquele impulso e cair no colo de uma linda morena!
Sou eu que vou escolher se vou aguentar calado ou não os xingamentos daquele patrão filho-da-puta. Se vou aguentar calado, decido se vou ficar remoendo aquilo ou se vou pensar em uma forma de sair desse emprego de merda e ralar por um outro melhor.

Está tristinho porque ninguém retribui a atenção que você dá? Se vira neguinho. É tudo sua escolha. Você gosta do que faz? Gosta de "dar essa atenção"? Então pronto, vai lá, faça o que te deixa feliz e se mantenha assim.

Sejá lá qual for sua escolha, faça-a com convicção, de preferência sem expectativas. Faça-a sim, mas porque é o que VOCÊ quer fazer, afinal, no frigir dos ovos, é sempre isso o que ocorre. Mas se percebe que tudo foi escolha sua, não tem erro, vai saber como lidar com as conseqüências.

Escolhas sucessivas, é isso que somos. Somos esse amontoado de células interpretando o teatro que nossa mente resolveu viver.

Alexandre Lima de Barros
Belo Horizonte - 30/09/2008 - 00:53

Quinta-feira, Junho 28, 2007

Exercitando o meu pensar



Bem, só avisando que mudei o nome da sessão "Exercitando o meu pensar" para "Últimos livros que li". Afinal de contas, como, sutilmente, sugeriu o leitor Tutankhamon no post "Odeio Crianças". Bem, vá lá, não foi uma sugestão, foi uma crítica ao fato de citar um Livro do Dan Brown em uma sessão "Exercitando o meu pensar".

Tudo bem, o Brown não fez sucesso com nenhum livro de filosofia, querido Tutankhamon, nem um livro científico qualquer. Exceto para aqueles que já são propícios a acreditar na mistura de fatos reais com místicos/ficcionais que o Dan Brown faz, mas não deixa de ser interessante.

Isso me faz pensar um pouco no ato de pensar per si. Será que só pensam aquelas pessoas letradas, como disse? Para mim, tudo exercita o meu pensar, até escutar uma música do Calypso. Posso chegar à conclusão de que é uma bosta, ou uma maravilha, mas exercita. É óbvio que muitas coisas trazem um melhor ganho cultural ou de sabedoria, mas tudo exercita o meu pensar.

Então, resumindo, até mesmo Dan Brown exercita o meu pensar, ou quem sabe um sorvete de maracujá na Sorveteria São Domingos.

Domingo, Junho 24, 2007

Adágios Sobre o Sofrimento...



Todo mundo nesse mundo sofre, pode ser um pequeno sofrimento, pode ser rápido, como uma topada com o dedão numa pedra da calçada, mas todo mundo passa por algum sofrimento, ou algum tipo de dor. É óbvio que existem algumas situações que a maioria de nós considerará bem pior que outras, mas para quem está passando por um determinado problema, pouco importa se tem gente morrendo de fome na somália ou se morreram milhares de pessoas no atentado ao World Trade Center.

A dor, o sofrimento, são inteiramente pessoais, intransferíveis e não podem ser medidas. A dor do término do namoro, de ser reprovado naquela matéria. O sofrimento de ver que nossos políticos não têm mesmo vergonha na cara e nós somos os otários que os colocamos lá. Não tem como medir a dor do outro.

Por isso há algum tempo escrevi os adágios que se seguem, talvez nos ajude a suportar nosso sofrimento e o dos outros também.

Adágios sobre o Sofrimento
(ou a dor) em um egoísta Surtado
.

Do tipo: O pior sofrimento é o MEU.
Da intensidade: O MAIOR sofrimento é o que EU estou sentindo NESTE momento.
Da temporalidade: todo sofrimento é eterno, mesmo que dure 30 segundos.

(Alexandre Lima de Barros - Belo Horizonte - 15/04/2003)

Sábado, Junho 02, 2007

Proucurando Por Aí


PROCURANDO POR AÍ

Ah felicidade.
Busquei por você em tantos lugares,
Tantos corpos, tantas mentes.
Foi tanto querer, tanto tentar
Sem de fato encontrar.

Felicidade, felicidade,
A vi, lá longe, achando ter-lhe encontrado tantas vezes,
Para então perdê-la novamente.

Ah coração,
Tu que não te aquietas frente ao desconhecido,
Quer pular, de cabeça,
Sem saber as profundezas dessas águas,
Cuida-te coração, acabou sua aflição.

Nem tudo está lá fora,
Como agora já sabes muito bem.
Basta só olhar para dentro.

Difícil caminhada essa,
Buscar tão longe o abstrato.
Para, de repente, sem que pedisse,
Sem que já nem mais procurasse.
O amor o encontraste.

Alexandre Lima de Barros
25/05/2007 – 09:00

Sábado, Abril 14, 2007

A Fila



A Fila

Sentado vejo o mundo passar. Estou aqui no Banco, esperando minha vez nessa enorme fila que tudo se tornou: fila para o banco, para o banheiro, para o supermercado e até fila para o transplante.

Estar na fila é esperar, então continuamos esperando por alguma mudança, um passo à frente ("Próximo!"), esperando uma ação do governo, esperando ganhar na mega-sena.

Todos perfilados, coluna por um, roboticamente rumando a um caminho preguiçosamente desconhecido. Enquanto isso, aqui estou, colocando palavras em fila, palavras, que, na maioria das vezes não diz nada à ninguém.

Bom seria furar essa fila ("Próximo!", "- Eu!"), chegar na frente e mostrar que não ficou parado, esperando, mostrar que veio ao mundo por um motivo palpável e não apenas por inércia da natureza.

Isso já é outra fila, não a minha, mas um dia chego lá.
- Próximo!

Alexandre Lima de Barros
Belo Horizonte - 10/04/2007 - 09:58

Segunda-feira, Abril 09, 2007

Por que eu gosto de Blogs?

Estou participando do Concurso: "Por que eu gosto de blogs?", realizado pelo BrPoint.
Essa foi a motivação principal para esse artigo, mas a idéia é legal e acabei comprando-a.

Os blogs são a nova mania na internet, todo mundo lê algum tipo de blog, mesmo que pense que não. Eles estão em toda parte, desde blogs de pessoas desconhecidas até de celebridades perenes e também daquelas instantâneas.

A pergunta: Por que eu gosto de blogs?

Aqui divido minha resposta em duas partes: Porque gosto de ler blogs e porque gosto de escrever blogs.

Quanto ao primeiro deles digo que gosto de ler blogs porque blogs são livros, revistas, jornais escritos artigo a artigo, a conta-gotas, mas de uma forma que, de um jeito ou de outra é caprichada. Muitos têm o capricho estético, outras o capricho do conteúdo, e quando falo de conteúdo falo daqueles que tratam de coisas mais banais como os BBBs da vida, pois até esses têm um conteúdo bom para o que se propõem. Além disso a grande maioria é escrito por pessoas que realmente entendem do assunto ou que buscam entendê-lo - Se eu quero saber sobre o filme "300" é muito melhor buscar algum comentário em 3 ou 4 blogs do que ler uma resenha cretina na revista veja. Se quero saber qual o melhor host para meu site vou em um blog específico e fico sabendo de tudo e um pouco mais. Devo dar destaque para blogs de grandes escritores desconhecidos, que fazem do seu blog o seu livro não publicado ou a intenção de vir a sê-lo. Podemos achar ótimos textos, poemas, crônicas na blogosfera.

Quanto a outra parte da resposta, porque gosto de escrever em blogs, parte da resposta foi dada no parágrafo anterior. Escrever é a vontade de ver algo publicado, para que todos possam ver, opinar, criticar ou ignorar, mas pelo menos não ficou guardado, escondido. Escrever também é uma forma de exercitar a comunicação, fugir um pouco da média, sentir-se um pouco mais importante do que somos e chegar um pouquinho mais perto do que queremos ser.
Escrever também é partilhar idéias e conhecimentos, passar para outras pessoas um pouquinho do que sabemos e com isso facilitar um pouco a vida delas, assim como muitos outros facilitam a nossa.
Atualmente um outro motivo tem surgido nesse quesito é o que chamam na blogosfera de monetização e problogger. Isso nada mais é que o ato de usarmos nossos sites para gerar uma graninha à mais e facilitar um pouquinho mais a nossa vida... por que não?

Se você gostou dessa última parte sugiro que passe no Blog do Aurélio. Outro que recomendo MUITO é o Efetividade.net, já aprendi muita coisa por lá.

Deuses das Águas



Esse poema abaixo foi escrito especialmente após admirar um pouquinho algumas fotos de nuvens retirados em um nascer do sol maravilhoso em Nova Viçosa - BA, em Março/2003. A foto principal é esse que está acima, fiquem agora com o poema.

Deuses das Águas

Eis que os deuses do mar,
Cansados de sua luz turva,
Ou quem sabe buscando vida nova,
Lançam-se aos céus.
Esticam seus braços,
Alçam vôo, aos bandos...
Outros ainda voltarão,
Diminutos em pequenas gotas,
Quem sabe em grandes torrentes,
Ou melhor em correntes compassivas,
para que assim outros tantos
Continuem o ciclo.

Alexandre Lima de Barros
2003-08-09 01:56 - Belo Horizonte-MG

Quinta-feira, Abril 05, 2007

Something Stupid


Direto do YouTube, dueto com Robbie Williams e Nicole Kidman.
A letra pode ser encontrada aqui e tradução aqui.

Esse video seria apenas para complementar o post em que a Nicole apareceu aí para trás, mas vendo a letra da música - você encontra videos legendados no youtube, mas esse estava com melhor qualidade - pensei em algumas coisas...

Something Stupid

Então é assim, estamos juntos, já fazem anos, muitos anos na verdade, lembro bem como era no início. Os dois sem graça, sem saber o que falar, tudo era imbecil para quem falava e lindo para quem escutava. A vergonha batia até para pedir água ou responder se preferia pão-de-doce ou de-sal, se preferia leite ou café.

O tempo passou e, como acontece na maioria dos casais normais, a intimidade cresceu - em alguns cresce até demais para opinião de outros - perdemos muitas daquelas vergonhas, eu já prefiro pão-de-sal com muita margarina, sei que você não gosta de café, mas muitas outras coisas já foram ditas. Coisas que ainda fazem sentido, especialmente uma certa frase, "Eu Te Amo", como foi difícil e ao mesmo tempo aliviante dizê-la. Pronto, não precisava mais guardar. A resposta não veio no momento, ainda bem, hoje também sei que não seria das mais agradáveis, mas eu não esperava isso mesmo, não naquele momento, também não tardou chegar, você também me amava.

Muitas e muitas horas de conversa se passaram desde então, conversas hilárias e outras muito sérias, mas sempre conversas agradáveis, motivos pelos quais nos apaixonamos um pelo outro. Hoje só te peço que continue do jeito que é, pois sabe que também só consigo "ser eu" ou a essência do que gosto de ser com você. Não deixe que essa minha facilidade de dizer certas coisas torne-as boçais, sem sentido ou conteúdo, é como dizem por aí, "Te Amo" não é "Bom dia", e com certeza há formas muito mais interessantes de dizer bom dia e formas mais gostosas de dizer Te Amo.

Alexandre Lima de Barros
Belo Horizonte - 05/04/2007 - 11:56