
Bem, 12 de Agosto, véspera do dia dos pais, fomos, Eu, Flávia e Família para um baile de igreja: Baile do Papai. Queríamos começar a por em prática um pouca das aulas de dança de salão que estamos fazendo.
Como poucas vezes acontece, eu cheguei até cedo, a banda começa a tocar, espero uma ou duas músicas até tomar coragem de dançar na frente daquele povarel todo - afinal na aula de dança é fácil, eu estou só aprendendo. Levantamos e nos pomos a dançar, tranquilo, passou a vergonha, é mais tranquilo que pensava, dançamos um pouco.
Passado algum tempo uma muvuca se amontoa a um canto do salão, preessentindo o acontecido corri ao local, como muitos outros já faziam. Um senhor caído no chão, sangrando devido ao impacto, parada cardíaca, sem pulso, um leve reflexo respiratório. Detesto emergências, fugi disso toda a minha vida acadêmica e profissional, mas quando se é o único com alguma capacitação deve-se assumir um certo comando.
Com a cooperação de outras duas pessoas iniciamos uma massagem cardíaca, enquanto todos no salão, desesperados começavam a dar opiniões, telefonar para a emergência. Foram longuíssimos 20 minutos de massagem cardíaca, até a chegada do SAMU. Víamos a esposa chorosa, depois chegam filho e filha. Depois chega o SAMU, fizemos a nossa parte, agora é com eles.
Só um não cooperou com nossos anseios, aquele senhor deitado no chão, talvez fosse mesmo sua hora, penso que chegada a hora, não adianta, ele dá adeus e se vai.
A festa acabou, para nós, mas na memória daquela família, nunca acabará, a cada ano lembrarão: "Era véspera do dia dos pais, e o nosso foi ter com o pai maior."
Um dia será o nosso dia, que venha sereno, tranquilo.